Bem vindo a um mundo edificado pela expressão escrita:
o meu
"Admirável Mundo Novo"

Quarta-feira, 28 de Julho de 2010

Terça-feira, 13 de Julho de 2010



Palavras, para quê?
Um bem-haja ao grande Vedder. : )


Quinta-feira, 1 de Julho de 2010

Festival Alentejo


Peter Murphy


Vai nascer um novo festival. Chama-se Festival Alentejo, e tem nos dias 30 e 31 de Julho e 1 de Agosto a sua primeira edição.
O evento, que irá decorrer na zona do Parque Industrial de Évora, prima sobretudo pela diversidade do cartaz. De acordo com a José Serra da promotora On Stage, irão cruzar-se vários géneros musicais, como rock, pop e a música alternativa, para abranger “todo o tipo de público e de várias zonas do país”, disse à Agência Lusa.
Os bilhetes diários para o festival vão custar 10 euros e encontram-se à venda desde dia 10, na Fnac, Ticketline, Worten, El Corte Inglês, Posto de Turismo de Évora e nas papelarias da cidade alentejana.

Começamos o primeiro dia com uma viagem ao repertório dos Abba, sob a batuta da melhor banda tributo de sempre, os Platinum Abba, que nos farão recordar uma das maiores bandas de música pop de sempre.
Para os adeptos do Rock n' Roll, a surpresa será a passagem de CJ Ramone por terras lusas, recordando os irreverentes Ramones e a sua sonoridade inconformista. O grande destaque da noite vai para Peter Murphy. Évora terá o prazer de testemunhar um grande espectáculo por parte do rei do gótico, pai de Bauhaus e poeta do encantamento.
A continuação da festa será assegurada por DJ Fernando Alvim, um extraordinário comunicador, homem da rádio e da TV, com um set de Dj repleto de boas surpresas!

O dia 31 de Julho começa com uma homenagem ao rei da pop, com a actuação de Jacksonmania, uma banda italiana de verdadeiros fãs de Michael Jackson. Segue-se o pop, acid e smooth jazz de Singout Sister, banda Londrina que promete uma lufada de frescura na noite quente alentejana. Encabeçando o cartaz do 2º dia estão nada mais nada menos que os Alphaville! Quem não se recorda de êxitos como "Forever Young" ou "Big in Japan"? De regresso aos palcos, os Alphaville irão decerto surpreender e encantar.
E que tal um dub/reggae para terminar a noite? É o que nos trazem os Pow Pow Movement: sons de festa e de verão para uma noite que se adivinha quente.

Marcamos o último dia do festival com a actuação dos portugueses Easyway, que vêm apresentar o seu último trabalho, marcado por uma simbiose de música/filme. No entanto o grande destaque da noite será sem dúvida a presença dos lendários Waterboys, banda que levará certamente ao delírio todos os espectadores.


Alinhamento


Dia 30:

Peter Murphy

CJ Ramone

Platinum Abba


Dia 31:

Pow Pow Movement
Alphaville

Swingout Sister

Jacksonmania


Dia 1:

The Waterboys

Easyway

Quarta-feira, 16 de Junho de 2010

Corporeidade





Meu momento agora, cada instante
corpo-imagem transbordando bocas
em feixes dilacerados de olhares

lábios e línguas, reflexos e toque.


Mímica do acto-facto, artefacto pagão

a arte de ser corpo e cera, e barro...

repartido em mil pedaços pleonasmos
minha voz verborreica, gozo e fluxo.

Tenho na derme a sede dos beatos
volúvel estado de transe e purificação
no atrito convulso de meu corpo
à imaterialidade de sua ideia-delírio.

Perco-me escada abaixo, ciclo interrompido
decaindo meu desejo em orgasmos enlaçados.
Sou meus ossos arrastando nuvens-correntes,
sem asas, anjo-homem, falta e finitude.

L. F. Calaça,
Ruínas Aladas


Sábado, 5 de Junho de 2010

Evoluir



"Evoluir não é querer ser a borboleta sem ter sido a larva mísera e preta, é atravessar o lado escuro e nascer como o lírio perfumado e puro.

É dia após dia renascer, é tropeçar nas faltas e ressurgir dos erros praticados, é prosseguir, cair e outra vez erguer.

Evoluir é depurar a alma cativa, é lapidar a pedra rude e viva, dar-lhe a aresta, o brilho e o destino.

Evoluir é retirar lições das dores, dos espinhos retirar as flores, e do erro, o máximo de ensino."


Domingo, 9 de Maio de 2010

Palavras Mágicas




Nascem e vivem dentro de nós,

escondidas em florestas de silêncio,

permanecendo assim, presas no corpo e na alma...

Palavras que não tivemos a coragem de pronunciar

no tempo e no espaço próprio...

Palavras ditas, palavras silenciadas,

a diferença abismal entre o som e o silêncio...

Palavras cansadas de não acontecerem nunca,

palavras agitando-se num grito inaudível...

Palavras que o tempo calou,

palavras que podiam ter rasgado horizontes,

palavras feridas que se debatem no esboço de um som...

Palavras que um dia talvez tenhas sonhado escutar,

palavras que não ousamos pronunciar...

Palavras... apenas palavras...


Barão de Campos
Sombras sem Rosto

Quinta-feira, 29 de Abril de 2010

Carta à mulher




Em ti, eu gosto do que vejo e do que não vejo. Em ti eu gosto do agora, do aqui, do antes e do depois, do aquém e do além...

De ti, eu gosto do teu rosto e, mais que isto, da tua expressão doce e descontraída de menina, como se não houvesses, jamais, experimentado as dores do mundo, ainda que isto não seja verdade.

Gosto dos teus olhos e do brilho algo “espantado” que eles têm, como se fosses um bichinho recém-saído do esconderijo, a espreitar um mundo que se descortina à tua volta e que ainda não conheces bem.


Gosto da tua boca, de como os teus lábios se movem e de como sorriem, acompanhados, nesta expressão de alegria, pelas maçãs do teu rosto. Mas gosto, sobretudo, de certo jeito sensual que eles tomam, quando dizes aquelas coisas de mulher.


Gosto do teu pescoço e de como te encolhes quando ele é beijado. Gosto do teu colo e da tua pele branca, mesmo quando a disfarças pelo efeito do sol, em tuas idas ao mar.


Gosto dos teus seios pequenos e suavemente arredondados, que tomo em minhas mãos e me enchem as palmas, num exercício de prazer e deslumbramento estético. Gosto deles, especialmente, porque me alimentam o corpo e as fantasias.


Gosto de tuas pernas, assim mesmo como elas são. E, nelas, não percebo as imperfeições que, como toda a mulher, insistes em encontrar em ti mesma. Gosto delas por muito motivos, inclusive, porque me abrem o caminho que leva ao paraíso.

Gosto dos teus pés, que te ajudam a caminhar com firmeza e a proporcionar um prazer intenso e sensual. Gosto deles porque produzem em mim sensações imprevisíveis e evocam lembranças de algum lugar muito feliz do meu passado.

(...)

Wagner Fontenelle Pessoa


Sábado, 3 de Abril de 2010

Amor



Cala-te, a luz arde entre os lábios,
e o amor não contempla, sempre
o amor procura, tacteia no escuro,
essa perna é tua?, esse braço?,
subo por ti de ramo em ramo,
respiro rente à tua boca,
abre-se a alma à língua, morreria
agora se mo pedisses, dorme,
nunca o amor foi fácil, nunca,
também a terra morre.

Eugénio de Andrade

Sexta-feira, 2 de Abril de 2010

Waking Life / Acordar Para A Vida [2001]




INFO

Titulo original: Waking Life
Título traduzido: Acordar Para A Vida
Tamanho: 700 mb
Idioma: Inglês
Legendas: Português
Género: Animação / Drama / Fantasia / Mistério / Filosofia
Duração do filme: Aproximadamente 100 minutos

Realização:
Richard Linklater

Elenco:
Julie Delpy, Ethan Hawke, Guy Forsyth, Timothy "Speed" Levitch, Louis Mackey, Steven Soderbergh, Charles Gunning, Peter Atherton, Louis Black, Trevor Jack Brooks, Steve Brudniak, John Christensen, Richard Linklater, Adam Goldberg, Mona Lee,
(...)


SINOPSE

Feito no ano de 2001, com direcção de Richard Linklater, foi filmado inicialmente com actores reais e também alunos e professores de filosofia de uma Universidade Americana. Depois, por meio de uma técnica de computação Gráfica, o Rotoscópio, desenharam sobre a película. Essa técnica, embora considerada tosca por alguns, demorou 250 horas de trabalho para cada minuto final de filme, feito por Bob Sabiston e uma equipa de nada menos do que 30 animadores. Tanto esmero na produção e música de primeira: a Tosca String Quartet interpretando a música de Glover Gill, renderam três indicações ao Independent Spirit Awards, os prémios Cinema do Futuro e Lanterna Mágica, no Festival de Veneza e recebeu uma indicação ao Prémio Adoro Cinema 2002, na categoria de Melhor Filme de Animação. O filme, de narrativa não linear, talvez não seja para todos os que gostam de animação. Ele, essencialmente, trata de filosofia, baseado em ideias de Platão, Aristóteles, Nietzsche e Jean Paul Sartre. Discute o papel do existencialismo nos dias actuais e como não poderia deixar de ser, qual é o sentido da vida e da morte. Não é o que está acontecendo que importa, mas como. Não é o destino, mas a viagem. O filme é uma viagem sensorial, como diria um dos personagens “O barco não precisa de explicações, só de passageiros”. Um detalhe interessante é que o estilo de animação se altera, dependendo do que é discutido, do monólogo ou da etapa de desenvolvimento do personagem central. O maravilhoso neste caso, é que a animação permite, como em nenhuma outra técnica de filmagem, a expressão de sentimentos abstractos. Como o balançar do cenário, o homem raivoso ficar vermelho literalmente, a explicação do que é física quântica aplicada à filosofia. A música enriquece a sensação de sonho e transporta-nos ao sonho lúcido do personagem e ao inconsciente colectivo. É um filme difícil, talvez intelectual demais para alguns e melhor aproveitado para aqueles que possuem um inglês fluente. Não dá para prestar atenção às animações e sensações que elas produzem e ler as legendas. Os temas tratados são complexos demais para serem compreendidos ou absorvidos de forma tão rápida. Mas acho que para os interessados em animação ou em filosofia, vale a pena assistir mais de uma vez. E a cada uma delas se fixar no diálogo ou na animação. Eu fiz isso e não me arrependi. É filme é provocativo, sensorial, pleno de emoções e reflexões. O filme emociona, a música sensibiliza. Prepare-se para mudar ou reafirmar o seu modo de pensar, pois é isso que Waking Life faz com quem se atreve a vê-lo com desejo de encontrar algo mais do que uma simples animação. Este link faz uma análise muito interessante das ideias que tecem o filme, a partir das fontes de onde o director bebeu: pensadores como Sartre, Kierkagaard, Nietzsche, Jung, Timothy Leary, Philip K Dick, Guy Debord, Santo Agostinho, Platão e diversos outros. Mas antes de ler, vejam o filme!


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Legendas


Tosca Tango Orchestra - Waking Life (OST) [2001]
01 - Ballade 4, pt. 1
02 - Mi Otra Mitad de Naranja

03 - Pelo Negro

04 - La Cosa Pequeña

05 - Lastima Grande

06 - Nocturne in E-Flat, Opus 9, No. 2

07 - Ballade 3
08 - El Cholulo

09 - Nocturna
10 - Super Sport

11 - Ballade 4, pt. 2

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Quinta-feira, 1 de Abril de 2010

Yodelice - Tree Of Life [2009]



Yodelice, cujo nome verdadeiro é Maxim Nucci, nasceu a 23 de Fevereiro de 1979, em Créteil Val de Marne (França). Enquanto criança, descobriu uma paixão pela música, entrando com 6 anos para o Conservatório. Com apenas quinze anos, mudou-se para Londres para ingressar no London's Musician Institute, onde se formou dois anos mais tarde. A escola contratou-o para ensinar guitarra, vindo a tornar-se no mais novo professor de guitarra. Maxim actuou em vários pubs e integrou em vários projectos, em Londres.

É durante uma visita aos Estados Unidos que Maxim que cria o personagem de Yodelice, e surge como um novo artista. A música e o universo Yodelice são totalmente opostos ao que Maxim Nucci tinha feito anteriormente. Triste personagem, que usa uma lágrima pintada, com um chapéu, fazendo lembrar personagens que inspiraram Tom Waits e Bob Dylan. Através da sua voz, pensamos em magníficos artistas, tais como Cat Stevens ou Ray LaMontagne. Maxim foi para Espanha, para uma casa que viria a ter o nome de La Casa Yodelice, para compor algumas das suas músicas, que surgiram num estilo étnico/ffolk, misto de JJ Cale e America.

Maxim Nucci, ainda sem grande projecção, iria ficar conhecido enquanto Yodelice, perante os fãs. Maxim e Sébastien Grandgambe compuseram as músicas em versões com guitarra e violoncelo. Para encontrar as palavras indicadas, Maxim trabalhou com uma actriz canadiana, Marianne Groves. Ela percebeu as estórias nas suas melodias... Maxim chamou o director Bastien Duval para construir o universo de Yodelice. Bastien "vestiu" a guitarra de Maxim com uma caveira. Para o seu álbum Tree Of Life, Maxim gravou as sessões rítmicas em Los Angeles, pegou no baixo, e chamou o baterista Abraham Laboriel Jr. Outros músicos integraram também, e Sébastien Grandgambe participou com o seu violoncelo. De volta a França, usou a guitarra eléctrica. Ele não queria deixar o palco, tal o entusiasmo que tinha. Como que num renascimento, qual artista reinventado, Yodelice tinha nascido.


TrackList

1 - Insanity
2 - Sunday with a Flu
3 - Free
4 - Alone
5 - The other side
6 - Cloud nine
7 - Emergency
8 - Noise
9 - Safe and Scared
10 -Shadow boxing
11 -Tree Of Life




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Sexta-feira, 19 de Março de 2010

Projecto "Limpar Portugal"



Acabar com as lixeiras ilegais existentes na floresta portuguesa e limpá-la num só dia é o objectivo do projecto "Limpar Portugal", um movimento cívico de voluntários que, munidos de luvas e sacos de plástico, vão recolher resíduos e tornar a nossa floresta num espaço mais agradável e limpo no próximo dia 20 de Março.

A ideia nasceu na Estónia, em 2008 e teve como objectivo a recolha de 10 000 toneladas de lixo, num só dia, espalhado por toda a floresta. A acção necessitava de cerca de 40 000 voluntários e foi a acção voluntária mais ambiciosa dos tempos modernos. Os criadores da ideia começaram por angariar parceiros oficiais, que não só ajudassem a angariar voluntários como a divulgar a iniciativa, que teve uma promoção nos media à escala global. Actores, músicos, dirigentes e líderes de opinião associaram-se e usaram a sua projecção para divulgar este projecto.

Os locais onde o lixo se encontrava foram localizados num mapa através de GPS, os voluntários foram divididos em equipas, encarregadas de limpar uma área, e num só dia a campanha "Vamos fazê-lo" conseguiu recolher aquilo que o Governo faria em três anos.

Em Portugal a iniciativa já conta com o alto patrocínio do Presidente da República Prof. Cavaco Silva e vai ter lugar no próximo dia 20, por todo o país. Em Évora, o local de encontro é o Moinho da Sra. da Glória, pelas 9 horas. Para mais informações visite a página do concelho de Évora em limparportugal.ning.com/group/evrvora.


Segunda-feira, 8 de Março de 2010

$9.99 [2008]




INFO

Título original: $9.99
Título traduzido: $9.99
Tamanho: 702 mb
Idioma: Inglês
Legenda: Português
Género: Animação / Drama
Duração do filme: Aproximadamente 78 minutos

Realização:
Tatia Rosenthal

Elenco:
Geoffrey Rush, Tom Budge, Anthony LaPaglia, Joel Edgerton, Henry Nixon, Ben Mendelsohn, Josef Ber, Roy Billing, Samuel Johnson, Claudia Karvan
(...)


SINOPSE

Um filme sobre pais e filhos não é necessariamente um filme para pais e filhos. E este deveria ser apresentado com uma bolinha vermelha para salientar o facto de não se tratar de mais uma animação natalícia. $ 9,99 não é um filme para crianças. O que, por si só, é um fenómeno raro entre o que por cá se estreia em sala. Mais raro ainda, é que nem sequer é um filme para adolescentes. Dói onde as animações normalmente não magoam: no fundo da alma.

Enfim, o Médio Oriente já nos tem habituado a olhar o futuro sem contemplações animadas. Dali veio Persepolis, de Marjane Satrapi. E de Israel estreou-se o ano passado Valsa com Bashir, de Ari Folman, uma incomodativa obra sobre a guerra e os seus fantasmas. $ 9,99 é uma espécie de reverso da medalha: e o que se passa na paz. Pois é o filme da grande depressão do Ocidente, da incomunicabilidade da sociedade contemporânea, dos desajustes sociais, do fim do mundo, dessa imensa solidão.

Não nos deixemos distrair pela ambiguidade geográfica. O filme é uma co-produção israelo-australiana (vá-se lá saber como aconteceu tal coisa) e supostamente passa-se em Sidney. Contudo a realizadora, Tatia Rosenthal, e o argumentista/autor dos contos que originaram o filme, Etgar Keret, são ambos israelitas. Ao contrário do que acontece com Persepolis, Valsa com Bashir e a esmagadora maioria do que se estreia, $ 9,99 é uma animação de volumes em stop-motion.

A cena inicial, anterior ao genérico, dá o tom ao filme. É uma pequena cena de encontro de solidões, um dialogo surdo, que subitamente revela uma aspereza mortal, mantendo sempre inteligência no humor. Se esta cena inicial fosse uma curta-metragem receberia prémios em alguns festivais da especialidade. Num mundo tão agreste não admira que a personagem principal, ou melhor, aquela com a qual mais facilmente nos identificamos, consuma furiosamente livros de auto-ajuda. Também há um anjo rezingão, de humor corrosivo, que por cima da pergunta: Deus existe?, levanta uma outra: e se Deus for mau?

Num mundo destes até os anjos se deprimem, e por isso não voam, os homens transformam-se literalmente em objectos, à mercê dos caprichos de uma mulher bonita, e a ausência de comunicação obriga a criação de amigos imaginários. Tudo isto à volta de um prédio que gravita, por acaso em Sidney, mas que poderia ser de qualquer cidade infeliz do ocidente.

A sociedade fica desossada tal como a mais vazia das personagens, mas nem todas as asas se fecham, há um imperativo moral que perdura e faz com que o filme termine em esperança, para isso há que reinventar mecanismos de evasão, recuperar a vida na velhice, fumar um charro, aprender a nadar como os golfinhos.

Fonte: Final Cut


$9.99: Site Oficial




F.S.

Sexta-feira, 5 de Março de 2010

Diablo Swing Orchestra - The Butcher's Ballroom [2006]



Diablo Swing Orchestra ou D:S:O, é uma banda sueca de Avantgarde Metal formada em 2003. A banda mistura elementos do Swing, Flamenco, Jazz, com música erudita e vertentes do Heavy Metal.

O nome da banda remonta ao ano de 1501, na Suécia. Conta a história, que uma orquestra com desempenho inigualável cuja musicalidade tão divina e sedutora envolvia pessoas de todas as classes sociais. A orquestra rapidamente alcançou projecção, arrebatando uma multidão que seguia ao seu redor. A sua reputação de enfeitiçar as pessoas, porém, ficou mal vistas pelos olhos da Igreja, que a referia com "orquestra do diabo", condenando os músicos à morte por enforcamento.

Contudo, supostamente, foi deixada uma carta aos seus descendentes para que reunissem a orquestra…

Obs: Durante a Idade Média, o Sib (Si bemol) fora considerada uma nota proibida. Segundo a crença, quem tocasse essa nota estaria invocando ao Diabo.

A banda tem o Metal como base, observado em quase todas as composições, a exceção de “D'angelo”, marcada pelo violão flamenco. Sua originalidade está na mistura de estilos, a exemplo de “Balrog Boogie” com forte influência do Jazz; “Pink Noise Waltz” com influência de Blues; e “Poetic Pitbull Revolutions” com elementos burlescos e “western”, tais como o violão e grilos cantando. Daniel Håkansson diz preferir classificar de “riot-opera” como a melhor definição para as músicas, que segundo ele captura o sentimento da D:S:O.

A banda conta ainda com o vocal da soprano AnnLouice Lögdlund, cantora profissional de ópera.


The Butcher's Ballroom [2006]


01.Balrog Boogie
02.Heroines
03.Poetic Pitbull Revolutions
04.Rag Doll Physics
05.D'angelo
06.Velvet Embracer
07.Gunpowder Chant
08.Infralove
09.Wedding March for a Bullet
10.Qualms of Conscience
11.Zodiac Virtues
12.Porcelain Judas
13.Pink Noise Waltz


Download *


* Apesar de, no post, apenas fazer referência ao álbum "The Butcher's Ballroom" - por questões de preferência -, deixo aqui também disponível para download a restante discografia da banda, que conta com o seguinte e último álbum, "Sing Along Songs for the Damned and Delirious", de 2009, bem como o primeiro EP "Borderline Hymns", que data de 2003.